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(3) Três erros que impedem ou atrasam a evolução do tenista. E também a vida.

12/06/2026 02:07 | Geral

Por Central da Raquete | @centraldaraquete

Três erros que impedem ou atrasam a evolução do tenista (E também a vida)

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Há uma diferença enorme entre o jogo do ponto e o ponto do jogo. Existem tenistas que evoluem e se divertem com o processo, enquanto outros apenas jogam e se frustram com os resultados. Afinal, há Grand Slams de diferença entre as desculpas de Nick Kyrgios e a arte de Roger Federer.

O Blog da Central da Raquete nasce para falar com quem ama o tênis, mas não quer ficar preso ao mesmo nível ou deseja resgatar o seu melhor tênis. Não importa se você começou cedo, tarde, depois dos 15, 30, 40 ou 50 anos. Se você já disputa pontos, games e sets, talvez esteja começando a perceber que vencer o amigo na terça-feira não é necessariamente evoluir como tenista. Isso ainda não é o Real Tênis—o tênis que você sempre sonhou.

"O tênis é cruel com a ilusão. Ele deixa o jogador se divertir por muito tempo com seus vícios."

O jogo deixa você esconder a esquerda fraca, mascarar o saque irregular e compensar tudo com força ou malandragem. Mas uma hora a conta chega, e ela cobra em público: no campeonato, no ranking, no clube. A evolução não depende de jogar mais, depende de treinar melhor. O tênis moderno exige leitura, preparação, deslocamento e decisão. O split-step, por exemplo, não é enfeite: é fundamento de reação. E é na falta dessa base que começam os três grandes erros.

1º Erro: O tenista que só quer disputar pontos

Este é o erro mais comum e sedutor. O jogador chega à quadra e já quer "fazer um game". Transforma todo treino em disputa e acha que treinou só porque suou e saiu cansado. Disputar pontos ensina pressão e ritmo emocional, mas o problema é quando isso vira a única forma de ser tenista. Quem vive apenas no jogo do ponto estaciona e, eventualmente, involui.

O que corrige o seu jogo é a repetição dirigida: alça de mira, bolas controladas, drills de bate-bola e o "protoparedão" (o paredão com objetivos). Se todo treino seu tem placar, talvez você esteja mais preocupado em provar que joga bem do que em ficar melhor de verdade.

2º Erro: Não trabalhar fundamentos, pés e fases do movimento

O tenista atrasado tecnicamente quer melhorar o golpe, mas esquece do corpo que o carrega. Quer acelerar, mas está desequilibrado. O tênis não é apenas braço; o braço finaliza uma cadeia. Na Central da Raquete, trabalhamos o tênis a partir de quatro momentos essenciais: preparação, execução, finalização e interfase.

É na interfase que muitos morrem tecnicamente: batem na bola e ficam assistindo, reclamando ou parados, esquecendo que o ponto continua vivo. O quickstep e o split-step são o chão invisível da técnica. Até o uso do paredão precisa de método (meta de altura, regularidade e tempo de recuperação) para não ser apenas barulho irritante.

3º Erro: Fugir justamente dos golpes que precisa treinar

O erro mais honesto e, ao mesmo tempo, o mais vergonhoso. Nos jogos casuais, o jogador protege sua reputação: corre ao redor da esquerda, não sobe à rede e evita a bola difícil. Assim, constrói buracos técnicos, emocionais e competitivos.

O paradoxo é cruel: no treino, você foge do golpe para não perder do amigo; no campeonato, sob pressão e com torcida, tenta fazer justamente o que não treinou. O resultado é o looping infinito da involução. A saída exige maturidade. Treino não é palco de reputação, é laboratório. É preciso aceitar parecer pior por um tempo para ficar melhor depois.

Como mudar sem complicar

Não é preciso virar profissional, mas é necessário parar de brincar de evolução. Uma mudança simples transforma a sua semana: separe momentos de jogo, momentos de fundamento e momentos de correção. Aceite perder pontos pequenos para ganhar jogos grandes. O tênis premia quem se organiza melhor entre uma bola e outra.


O SAT - Sistema Atlântico Tênis

A Central da Raquete não vende fórmulas mágicas. Nosso compromisso editorial, respaldado pela 5Con, é entregar conteúdo com critério, método e clareza. Para guiar essa evolução, aplicamos o SAT (Sistema Atlântico Tênis), que observa o praticante em camadas: corpo, bola, deslocamento, decisão, repetição, coragem técnica e inteligência competitiva.

Não perguntamos qual golpe você gosta, mas sim: Qual golpe você sustenta? Qual você esconde? Qual fundamento você negligencia?

Oferecemos as ferramentas e abrimos as portas, mas a responsabilidade individual e o suor na quadra continuam sendo seus. Quem quer apenas ganhar o set de terça-feira pode achar exagero. Quem quer evoluir de verdade vai entender.

Central da Raquete: O seu tênis, como você sempre sonhou.

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